Imagina que cê foi na casa de algum parente, porque cê vai ajudar a organizar a ceia de Natal. Digo, quem vai mesmo são seus pais, porque não tem muito o que fazer, anyway.
Então cê resolve se derramar no sofá, assistindo seja lá o que tiver passando na TV.
O problema é que só tem jornal regional com reportagens esdrúxulas sobre… sei lá, a ação de Natal distribuindo giz de cera pros animais de rua. E aqueles talk show pra senhoras que já passaram dos 70 anos que geralmente envolvem um “talento” local que canta em um inglês quebrado acompanhado de um teclado sintetizador Yamaha ou Casio.
Mas cê tem que matar esse tempo com algo mais intelectualmente estimulante, então cê surfa pelos canais, torcendo pra achar qualquer coisa que seja mais interessante do que conversar com um abacate.
E aí cê encontra, nas profundezas daqueles canais escondidos entre a TV Aparecida e a TV Cultura, um canal (provavelmente o TV Metrópole), exibindo um filme de Natal que cê nunca ouviu falar, mas que parece ser diferente dos outros, por não ter as cores berrantes típicas natalinas, nem magia real em sua realidade, embora ainda lide com Papai Noel. E mais, é um drama… ligeiramente engajante, com alguns atores reconhecíveis.
Isso meio que aconteceu comigo algumas vezes, uma delas eu acabei vendo Thomas Kinkade’s Christmas Cottage, e em outra, Bela Adormecida da Goodtimes.
Exceto que Bela Adormecida não é uma história de Natal, mas não vem ao caso.
Enfim, Prancer (ou Um Natal Mágico, um título tão sem sal e genérico que devia levar alguém a ser demitido ou posto a ferros) se encaixa nessa situação.
